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Certificados SSL/TLS em cloud e multi-cloud: porque é que a gestão se torna mais complexa

|  Jordi Genescà Prat

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Certificados SSL/TLS em cloud e multi-cloud: porque é que a gestão se torna mais complexa

A adoção de ambientes cloud mudou a forma como as empresas implementam, escalam e ligam os seus serviços digitais.

Hoje, um website, uma aplicação ou uma plataforma interna já não dependem necessariamente de um único servidor ou de um único fornecedor. Podem apoiar-se em AWS, Azure, Google Cloud, servidores próprios, CDNs, balanceadores de carga, API gateways, Kubernetes, microsserviços, certificados internos ou serviços de terceiros.

Esta evolução traz flexibilidade e capacidade de crescimento, mas também acrescenta uma nova camada de complexidade: a gestão dos certificados SSL/TLS.

Porque, numa arquitetura distribuída, os certificados já não estão sempre no mesmo ponto. Podem intervir na entrada de tráfego, na comunicação entre serviços, em APIs, em ambientes de produção, em ambientes de staging ou em integrações internas.

E se não existir uma visão transversal, é fácil perder visibilidade sobre que certificados estão ativos, onde são utilizados, que serviços dependem deles e que impacto pode ter uma falha.

A infraestrutura já não está num único lugar

Durante anos, muitas empresas geriam os seus certificados SSL/TLS em ambientes relativamente centralizados: um website corporativo, um fornecedor de alojamento, alguns subdomínios e, em alguns casos, um ou vários servidores próprios.

Mas esse cenário mudou.

Hoje é habitual que uma empresa tenha parte da sua infraestrutura em cloud pública, mantenha sistemas internos, utilize aplicações SaaS, ligue serviços através de APIs, trabalhe com ambientes de desenvolvimento e produção separados ou implemente aplicações em contentores.

Isto significa que a segurança e a disponibilidade já não dependem de um único ambiente. Dependem de uma arquitetura mais distribuída, com mais pontos de ligação, mais camadas técnicas e mais serviços interdependentes.

Neste contexto, os certificados SSL/TLS deixam de ser um elemento associado apenas ao website principal e passam a fazer parte de muitas peças da infraestrutura: desde o perímetro público até à comunicação interna entre aplicações.

Em cloud, os certificados podem estar em muitas camadas

Um dos principais desafios dos ambientes cloud, híbridos e multi-cloud é que os certificados SSL/TLS podem estar implementados em locais muito diferentes.

Podem estar associados a um domínio público, a um subdomínio, a um balanceador de carga, a uma CDN, a um API gateway, a uma aplicação interna, a um serviço exposto a clientes, a um ambiente de staging, a um cluster de Kubernetes ou a uma integração com terceiros.

Em muitos casos, o certificado não está instalado diretamente no servidor onde a aplicação é executada. Pode estar numa camada anterior, onde ocorre a terminação TLS, por exemplo, num load balancer, numa CDN ou num ingress controller de Kubernetes.

Isto é habitual em arquiteturas modernas, mas também complica a rastreabilidade.

O certificado pode proteger o acesso do utilizador final a uma plataforma, mas também pode assegurar a comunicação entre serviços internos, APIs, microsserviços ou sistemas que não são visíveis a partir do exterior.

Por isso, em infraestruturas cloud, não basta saber se o website principal tem um certificado válido. É necessário entender em que camadas são utilizados certificados SSL/TLS e que função cumpre cada um dentro da arquitetura.

Cada fornecedor tem a sua própria forma de gerir certificados

Outro fator que complica a gestão é que cada fornecedor pode ter o seu próprio sistema para emitir, instalar, renovar ou monitorizar certificados.

AWS, Azure, Google Cloud, fornecedores de alojamento, CDNs, plataformas SaaS ou ambientes próprios podem ter painéis, regras, permissões, automatizações e processos diferentes.

Em alguns casos, os certificados são geridos a partir de ferramentas nativas do fornecedor cloud. Noutros, estão associados a balanceadores de carga, gateways, serviços geridos, máquinas virtuais, contentores ou configurações próprias da equipa técnica.

Isto pode funcionar bem quando cada ambiente é gerido de forma isolada. Mas o problema aparece quando a empresa precisa de ter uma visão global.

Um certificado pode ser renovado a partir do painel de um fornecedor cloud. Outro pode depender de um balanceador de carga. Outro pode estar instalado num servidor próprio. E outro pode fazer parte de uma integração técnica que apenas uma equipa específica conhece.

A dificuldade não está apenas na tecnologia. Está na operação.

Quando os certificados estão distribuídos por várias plataformas e responsáveis, torna-se mais difícil saber quem deve atuar, a partir de onde deve ser feita a renovação e que serviço pode ser afetado se algo falhar.

O desafio do Kubernetes, das APIs e dos microsserviços

As arquiteturas modernas também multiplicaram os pontos onde um certificado SSL/TLS pode ser necessário.

Em ambientes com Kubernetes, APIs ou microsserviços, os certificados podem intervir na entrada de tráfego, na comunicação entre serviços, em ligações internas, em ambientes de desenvolvimento ou em integrações entre aplicações.

Por exemplo, em Kubernetes, os certificados podem estar ligados a ingress controllers, serviços expostos, secrets, configurações de namespace ou ferramentas de automatização. Em arquiteturas baseadas em APIs, podem proteger endpoints públicos, gateways, comunicações internas ou integrações com terceiros.

Além disso, em alguns ambientes, os certificados são utilizados não só para cifrar tráfego, mas também para autenticar serviços entre si através de mTLS. Isto acrescenta uma camada adicional de controlo, mas também aumenta a necessidade de gerir certificados, renovações e dependências com precisão.

Isto faz com que algumas incidências não sejam tão evidentes como um aviso de “site não seguro” num website.

Como já explicámos em artigos anteriores, um certificado caducado ou mal configurado pode provocar erros de ligação entre aplicações, falhas numa API, problemas de autenticação, interrupções em serviços internos ou incidências em plataformas que dependem de várias camadas técnicas.

E como estes ambientes evoluem rapidamente, com novas implementações, endpoints, versões e serviços, a gestão SSL/TLS não pode depender apenas de revisões pontuais ou do conhecimento de cada equipa.

Quando um certificado falha, nem sempre é fácil localizar a origem

Numa arquitetura distribuída, uma falha relacionada com um certificado nem sempre é identificada de imediato.

A equipa técnica, caso a empresa disponha de uma, pode ter de rever diferentes painéis, registos, balanceadores de carga, ingress controllers, APIs, ambientes cloud ou serviços internos até localizar a verdadeira origem da incidência.

E quando o problema está num certificado caducado, mal instalado, mal encadeado ou não atualizado, a solução costuma depender de saber exatamente onde está, quem o gere e que serviço protege.

Quanto mais distribuída é a infraestrutura, mais importante se torna reduzir esse tempo de diagnóstico. O objetivo é evitar que um elemento crítico fique oculto dentro de uma arquitetura complexa.

Porque é que as ferramentas nativas nem sempre dão uma visão global

Muitos fornecedores cloud oferecem ferramentas próprias para gerir certificados dentro do seu ambiente.

Isto pode ser útil, mas nem sempre resolve o problema completo.

Uma empresa pode ter certificados geridos dentro da AWS, outros no Azure, outros no Google Cloud, outros em servidores próprios, outros numa CDN, outros em Kubernetes e outros em serviços externos.

Cada ferramenta pode oferecer visibilidade sobre a sua própria parte da infraestrutura, mas não necessariamente sobre o conjunto.

É aqui que surge um dos grandes desafios dos ambientes híbridos e multi-cloud: a visão fragmentada.

Se cada fornecedor mostra apenas uma parte, a empresa pode continuar sem ter uma imagem completa de todos os seus certificados SSL/TLS. E sem essa visão global, é mais difícil antecipar renovações, detetar pontos cegos ou compreender que serviços dependem de cada certificado.

Isto é especialmente importante quando os certificados têm diferentes responsáveis, diferentes métodos de renovação e diferentes níveis de criticidade.

Neste tipo de cenários, a visibilidade centralizada não se deveria limitar a consultar certificados, mas também permitir renová-los, implementá-los, auditá-los e rastrear o seu estado a partir de uma lógica comum.

CertGuardian: visibilidade, automatização e rastreabilidade sobre ambientes fragmentados

Em ambientes cloud, híbridos e multi-cloud, o objetivo não é substituir cada ferramenta nativa de cada fornecedor, mas sim ganhar uma visão mais transversal e uma gestão mais automatizada do ciclo de vida dos certificados.

É aqui que CertGuardian ajuda a simplificar a gestão.

CertGuardian permite centralizar a informação dos certificados SSL/TLS e dispor de uma visão mais clara sobre certificados distribuídos por diferentes ambientes, fornecedores e serviços. Isto ajuda a saber que certificados existem, onde são utilizados, quando caducam e que domínios, aplicações, APIs ou serviços podem ser afetados se não forem geridos corretamente.

Mas o seu valor não está apenas na visibilidade. CertGuardian também foi pensado para automatizar renovações e implementações, integrando-se com Autoridades Certificadoras através de ACME/API e facilitando a instalação de certificados em servidores, balanceadores de carga, redes e outros ambientes técnicos.

Além disso, permite trabalhar com monitorização, alertas, logs, auditoria e rastreabilidade em tempo real, o que ajuda a reduzir erros manuais, detetar incidências e manter um controlo mais fiável sobre o estado dos certificados.

Em infraestruturas fragmentadas, esta combinação de visibilidade e automatização é essencial para reduzir pontos cegos, antecipar renovações e evitar que um certificado fique fora do controlo operativo.

Também é especialmente útil quando a empresa trabalha com vários fornecedores, diferentes Autoridades Certificadoras, ambientes cloud, sistemas legacy ou modelos híbridos, uma vez que permite avançar para uma gestão mais centralizada sem depender apenas de painéis isolados ou processos manuais.

Com CertGuardian, a gestão SSL/TLS pode deixar de ser uma responsabilidade fragmentada e passar a fazer parte de uma operação mais centralizada, rastreável e preparada para atuar com antecedência.

Se a sua empresa trabalha com ambientes cloud, híbridos ou multi-cloud, centralizar a gestão de certificados SSL/TLS é essencial para reduzir riscos e ganhar controlo sobre uma infraestrutura cada vez mais distribuída.

Centralize a gestão de certificados SSL/TLS com CertGuardian.

Mais cloud exige mais governação SSL/TLS

Adotar cloud, ambientes híbridos ou arquiteturas multi-cloud não implica apenas implementar serviços com mais rapidez.

Também implica gerir mais camadas, mais ligações, mais fornecedores e mais elementos críticos para a disponibilidade e a segurança.

Os certificados SSL/TLS fazem parte dessa infraestrutura. Protegem acessos, comunicações, APIs, aplicações e serviços que podem ser essenciais para a operação diária da empresa.

Por isso, à medida que as arquiteturas se tornam mais distribuídas, a gestão SSL/TLS precisa de evoluir.

Já não basta rever o certificado do website principal ou confiar que cada fornecedor vai gerir a sua parte. É necessária uma visão mais global, mais organizada e mais preparada para antecipar problemas.

Num ambiente cloud, híbrido ou multi-cloud, ter controlo sobre os certificados SSL/TLS também significa ter controlo sobre uma parte essencial da continuidade digital da empresa.

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